“Se non è vero …”

Façamos como CERVANTES, e pelas razões que ele levou em conta, e não diremos o nome do país em que o insólito fato ocorreu. Em país longínquo, pois, em um determinado tribunal, dos muitos que ali se tinha, o presidente da corte conduzia uma investigação que, a dar resultados, poderia, quem sabe, conferir-lhe um poder ainda maior do que aquele que possuía. Além disso, havia um especial interesse do magistrado na investigação.

Investigava-se, com efeito, se um importante político praticara ou não o crime de corrupção. As provas, contudo, inocentavam-no. O presidente, insatisfeito com as provas até ali produzidas pelo órgão de acusação, resolveu ele próprio investigar, embora soubesse que, pela lei, não poderia ser juiz e acusador ao mesmo tempo. Mas ele engrend