A história tem o costume de repetir-se. Já tivemos em nossa história um homem com diversos predicados, dentre os quais se destacava o de ser um verdadeiro mecenas. Estamos a falar de FRANCISCO DE ASSIS CHATEAUBRIAND BANDEIRA DE MELLO, também conhecido como “Chatô”: jornalista de profissão, escritor e  imortal da Academia Brasileira de Letras,  verdadeiro mecenas, fundador, dentre outras louváveis iniciativas no campo da arte e da cultura, do Museu de Arte de São Paulo, que, por justiça, recebeu-lhe o nome “Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand”.

Mas, como dito, a história tem o mau costume de se repetir. E se repetiu porque temos agora um outro mecenas. E o que é mais surpreendente, não se trata de um jornalista e escritor, nem mesmo de alguém ligado diretamente à arte. Mas sim um banqueiro, ou ex-banqueiro, embora não se possa dizer com certeza se alguém possa deixar de exercer essa profissão, salvo se falido.

Esse banqueiro, com efeito, está a se revelar um verdadeiro mecenas, superando até mesmo “Chatô”, porque o olhar do banqueiro é mais amplo por natureza e por atividade profissional. Acostumado a lidar com gente de variada profissão, o banqueiro entende o mundo da arte como um mundo eclético, que vai do mundo do direito até o mundo do cinema. Verdadeiro mundo das “artes”, portanto.

E como todo mecenas que se preza, o banqueiro também nada divulgava de suas ações beneméritas. Os meios de comunicação, a dizer as redes sociais, depois de muito investigarem descobriram que o banqueiro contribuiu com vastos recursos financeiros, custeando congressos jurídicos no exterior, firmou pomposos contratos de honorários com advogados, estimulando-os ao estudo, e agora se sabe que nem mesmo a área do cinema ficou esquecida pelo moderno mecenas, que financiou um filme que retrata a vida e a história de um ex-presidente, montagem que fará certamente inveja à Hollywood se considerarmos que foram investidos mais de sessenta milhões de reais nesse filme.

Só falta agora a comprovação de que ele terá contribuído com a Academia Brasileira de Letras. Se o tiver feito, aí sim não haverá dúvida de que a história não apenas se repete, mas se supera.