“(…) Deus é um bom dramaturgo, não se pode negar, sabe jogar com suas personagens, sabe torná-las verossímeis dentro da inverossimilhança total da vida, essa tragédia farsesca. Consegue fazer com que seus intérpretes lutem por seus papéis desesperadamente na ilusão de poder melhorá-los com uma contribuição pessoal, quando Ele cioso de sua obra, não admite cacos, atitude que apoio integralmente. Só um reparo: repete-se muito, pois, todas as suas peças têm sempre o mesmo e previsível desfecho – a morte. Sei que é antiético falar mal de um colega, mas Deus sofre de milenar falta de imaginação”. (DIAS GOMES, Apenas um Subversivo).