“Pouco ou nenhum agradecimento recebemos dos homens ao elevarmos suas necessidades interiores, ao dar-lhes uma ideia grandiosa deles próprios, ao intentar fazer-lhes sentir o caráter magnífico de uma existência verdadeira e nobre. Se, no entanto, enganamos os pássaros, se lhes contamos estórias, ajudando-os a seguir adiante em seu dia-a-dia e apequenando-os, fazemo-nos queridos, e é por isso que os tempos modernos tanto apreciam o que é de mau gosto. Não digo isso para diminuir meus amigos, digo apenas que é assim que eles são, e que não há necessidade de nos admirarmos pelo fato de as coisas serem como são”. (GOETHE, Viagem à Itália – 1786-1788).
