Não havíamos nos dado conta da falta que poderia fazer o mecenas jurídico. Seu papel no mundo do direito, patrocinando congressos realizados além-mar, não havia ainda sido bem assimilada. Somente agora é que estamos a perceber quão o mundo do Direito está a perder, quando lhe falta o mecenas jurídico com suas benesses.
Mas se o Direito consegue sempre se reinventar, o mesmo se dá com os operadores jurídicos brasileiros.
Receava-se, pois, que, sem o mecenas jurídico, um dos principais congressos com que o direito brasileiro tem contado nos últimos anos, realizado no país de Camões, não pudesse realizar-se. Ingentes esforços de seus organizadores, contudo, conseguiram superar a enorme falta que faz o fomento que o mecenas jurídico dava àquele já consagrado evento, que, aliás, tem irradiado pelo mundo inteiro ideias que só o direito brasileiro é capaz de criar.
Para júbilo de toda a nossa comunidade jurídica, tem-se como certo que o congresso jurídico será realizado, e a ele não faltarão autoridades de todos os poderes, juristas e advogados de grandes bancas brasileiras, que, ansiosos, esperam que, à maneira como ocorreu em diversos anos, os temas não se concentrem apenas no direito, que a economia também é importante. A propósito, como a economia ensina que não há café grátis, os ingressos custarão um mil e duzentos reais por pessoa.
Quanto aos temas, a surpresa fica por conta do painel de abertura, em que se tratará da economia e de sua relação com o direito no mundo moderno. Nada mais providencial, porque quem sabe o palestrante não fale da enorme falta que faz o nosso mecenas jurídico, não apenas ao mundo do direito e da advocacia, mas também à própria economia.
