Tantas foram, no correr deste ano, as descobertas e revelações, que não há dúvida: as eleições fazem bem. Soubemos de faustos jantares com ministros, ministros que voaram para lá e para cá em jatos particulares, contratos para prestação de serviços advocatícios que, ao contrário do que se dizia, comprovam como a advocacia se tornou uma atividade para lá de lucrativa. Soubemos também como um ex-banqueiro se tornou um legítimo mecenas jurídico e como com pequenos mimos conquistou a simpatia de todos aqueles aos quais incentivou com recursos milionários. Parafraseando uma antiga locutora de rádio que, ao iniciar seu programa noturno, dizia: “É noite, tudo se sabe”, podemos também dizer: “É período de eleições, de tudo saberemos”.
Daí a proposta de que tenhamos eleições a cada seis meses, talvez em período até menor. Não há dúvida de que saberíamos ainda mais do que sabemos hoje, e o que seria um enorme avanço para toda a humanidade, quem sabe se até mesmo o quarto segredo de Fátima não descobriríamos.
Que venham mais eleições!
