“(…) O homem deve criar sua própria essência; é jogando-se no mundo, sofrendo, lutando, que aos poucos se define … A angústia, longe de oferecer obstáculo à ação, é a própria condição dela … O homem só pode agir se compreender que conta exclusivamente consigo mesmo, que está sozinho e abandonado no mundo, no meio de responsabilidades infinitas, sem auxílio nem socorro, sem outro objetivo além do que der a si próprio, sem outro destino além do que forjar para si mesmo aqui na Terra”. (“Sartre: uma biografia”, por Annie Cohen-Solal).