A editora Record vem de lançar uma nova edição de “O Avesso das Coisas – Aforismos”, de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, em que o magnifico poeta mineiro, saboroso prosador e também penitente filósofo dá ao público a rara oportunidade de conhecer de suas “mínimas”, que, segundo DRUMMOND, devem se colocar como uma espécie de contraponto aos antigos, que estes escreviam “máximas”. A edição, agora nova edição, traz assim “alguma coisa que, ajustada às limitações do meu engenho, traduzisse um tipo de experiência vivida, que não chega a alcançar a sabedoria mas que, de qualquer modo, é resultado de viver”, diz DRUMMOND.

Sobre variados e interessantes temas, escreveu DRUMMOND sob a forma de aforismos. Vamos a três exemplos, começando pela ideia que DRUMMOND tinha do aforismo como forma de expressão, para dizer que “constitui uma das maiores pretensões da inteligência, a de reger a vida”, o que, aliás, faz-nos lembrar de MACHADO DE ASSIS e de sua “Teoria do Medalhão”, em que o pai aconselha seu filho a de que tenha sempre à mão, para as despesas da conversação, aforismos, que são ideias de outros de que nos apropriamos para mostrar a nossa inteligência, mais ou menos o que DRUMMOND diz.

“ARTE – A arte vivifica a humanidade e aniquila o artista”.

“CAPITAL – O capital expande-se à medida que se restringe a capacidade de usufruí-lo”.


Para deleite de nosso benévolo leitor, ocasionalmente vamos nos valer dos aforismos de DRUMMOND em nossa já conhecida seção “FRASE DO DIA”.