Em breve, teremos mais uma edição de um colóquio jurídico que,  realizado no exterior, tornou-se já célebre, reunindo em uma aprazível cidade europeia uma plêiade de ministros, juristas, políticos e advogados, sempre interessados em temas que são da atualidade. Como não se tem notícia dos temas que vão ser tratados nessa na edição desse importante colóquio, vão aqui umas sugestões tiradas de nossa realidade, que, aliás, é pródiga em fornecer ideias aos juristas, que vão depois se debruçar em longas, quase que intermináveis discussões.

Vamos, pois, às nossas despretensiosas sugestões de temas jurídicos: 1 – como o Direito deve fazer para impedir que um banco quebre, e se quebrar, como fazer para proteger, não o banco, mas o banqueiro? 2 – como proibir que as redes sociais publiquem informações que, à partida, seriam confidenciais, quando se sabe que, no mundo moderno, nada é sigiloso? 3 – como criar ferramentas jurídicas que permitam que um juiz recuse um processo, se não lhe agrada julgá-lo? 4- como restringir ao máximo o número de hipóteses legais de impedimento e de suspeição no processo, a ponto mesmo de as extinguir, permitindo que apenas o juiz, e só ele, diga se se considera ou ou não impedido ou suspeito para julgar a causa?

De todo o modo, a comunidade jurídica e a opinião pública certamente ficarão desoladas se não vier a ser realizado o esperado colóquio jurídico, como algures se tem especulado. É que a realidade tem fornecido tantos e tantos temas que a organização do colóquio está confusa diante do que escolher, inclusive entre o não escolher e não realizar o evento.