Poucos hoje no Brasil conhecem as obras do sociólogo e professor norte-americano, CHARLES WRIGHT MILLS (1916-1962). Mas dentre as obras desse importante sociólogo, há uma cuja leitura terá agora neste momento um especial proveito. Refiro-me ao livro “The Power Elite”, publicada em 1956, na qual WRIGHT MILLS afirmava, para o espanto de todos em um mundo pós-Guerra, que seu país, os Estados Unidos, não era governado pelo povo, mas por uma “elite”, uma minoria que se mantinha como poderosa em face de interesses comuns. Devemos lembrar que o mundo, saído de duas grandes guerras, parecia crer que a sociedade que então surgia era tão aberta, quanto plural.

O escândalo nacional envolvendo uma instituição financeira controlada por quem tinha acesso direto a certas autoridades permite comprovar o que WRIGHT MILLS descreveu nesse livro, no sentido de que o poder das elites é estrutural, em que determinados interesses se tornam comuns e vão projetando efeitos para além da economia, chegando ao campo da política, mas não parando aí, o que constitui de algum modo um espectro novo do fenômeno descrito por WRIGHT MILLS.

Há uma tradução para a Língua Portuguesa desse livro que se tornou clássico no campo da Sociologia, com o título “A Elite do Poder”, publicado pela Zahar editora (edições de 1962, 1968, 195 e 1981).

 

 

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